Mostrando postagens com marcador Matérias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Matérias. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, março 27, 2013
Criador da dieta Dukan preferem as gordinhas
Adorei essa matéria da Gloss Abril por Juliana Romano uma gordinha assumida...
Vale a pena conferir.... e se você quer fazer uma dieta com efeito rápido é só seguir os passos da dieta Dukan... boa leitura!!
Confesso que passei a última semana um pouco apreensiva. Eu, a gordinha assumida, iria fazer uma entrevista com o Dr. Pierre Dukan. O francês é o criador de uma das dietas mais famosas do mundo, que leva seu sobrenome. O tal regime, quase militar, é o responsável pelo corpão da J-Lo, da Beyoncé e conquistou até a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, que perdeu 10 centímetros para entrar no vestido do casamento real. Logo imaginei um médico que me olharia com aquele ar de preconceito e tentaria me “catequizar”.
Dei a sorte de encontrá-lo durante o almoço – ambientes que têm comida sempre me dão mais segurança. Um senhor magro, com feições simpáticas, empunhando um garfo à frente do 2º prato, com peixes, saladas e legumes. Pareceu um almoço normal, que eu faria com prazer. Durante a entrevista, não rolou nenhum olhar de repreensão, mas eu não pude deixar de perguntar o que ele achava de pessoas que se aceitavam e não queriam fazer regimes. A resposta foi uma surpresa: o dr. Dukan, o “senhor da dieta”, não acredita no padrão de beleza da mulher magra! Pensamento que ele deixa bem claro em seu outro livro, “Os homens preferem as cheinhas”. Óbvio que este não fez tanto sucesso quanto o “Eu não consigo emagrecer”, onde ele ensina os passos da dieta Dukan. Mas, afinal, qual a explicação que ele dá para esta contradição?
Antes de te contar, vou explicar a minha surpresa com a resposta. A dieta Dukan é famosa por ser super restritiva. Resumindo muito, durante a primeira fase, que dura de 3 a 7 dias, você só pode consumir água e proteínas magras (peixe, frango, carne sem gordura, leite, etc). Na segunda fase você reintroduz verduras e alguns legumes, ela dura uma semana para cada quilo perdido na primeira. Na terceira fase, você pode acrescentar duas fatias de pão por dia e massa duas vezes por semana. Nesta fase, você também tem o dia de enfiar o pé na jaca (ufa!) e pode comer uma refeição por semana no Outback, por exemplo. A quarta e última fase, você leva para o resto da vida. Já mais magra você come normalmente todos os alimentos e só se compromete a ingerir três colheres de farelo de aveia por dia, abandonar os elevadores e, às quintas-feiras, comer só proteínas.
Dito isto, dá uma olhadinha nas respostas, mais que surpreendentes, que ele me deu durante a nossa conversa:
O movimento de aceitação vem crescendo, mas você acha que dá para ser feliz estando acima do peso?
Sim, com certeza! Os homens preferem as mulheres mais cheinhas, é biológico, é normal que uma mulher tenha bunda, coxa, etc. Uma mulher reta e sem forma é que não é normal. Para todos os mamíferos, quanto menor a fêmea é em relação ao macho, mais atraído ele fica por ela. A mulher muito grande e muito magra perde a feminilidade, e para um verdadeiro homem isso não atrai. É sobre isso que falo no meu livro “Os homens preferem as cheinhas”. Já a mulher que aceita seu corpo é mais segura e tem muito mais sex appeal, portanto é mais atraente para o sexo oposto.
Como você explica essa vontade das mulheres de serem tão magras, quando teoricamente os homens preferem as mais gordinhas?
É uma questão social e mercadológica. Existe um motor do consumo, em que a mulher tem que ser melhor, tem que entrar nos padrões de beleza, para dar mais dinheiro. A mulher é mais rentável quando está infeliz. Uma mulher que se aceita, que se acha sexy e o outro gosta dela como é, é de graça, não precisa gastar nada.
Isto que te levou a escrever o livro “Os Homens preferem as cheinhas”?
Sim, porque na França vivemos um verdadeiro terrorismo com as mulheres. É uma pressão muito grande para que elas sejam magras, e muitas vezes nem magras, só pele e osso mesmo. A maioria das francesas queria ter, no mínimo, 1,70m e pesar 52 quilos. É abaixo do saudável!
No seu livro, você diz que a dieta é para as pessoas que estão em sobrepeso ou têm tendência a engordar. Mas você recomenda sua dieta para qualquer pessoa, mesmo que ela já seja magra?
Não, temos sempre que respeitar o índice de massa corporal da pessoa. Eu nunca recomendo regimes quando a pessoa quer ficar mais magra do que o ideal para a sua altura e estilo de vida. Por isso, a dieta é ajustável. No meu site, tem uma série de 11 perguntas, que definem quanto você precisa emagrecer e em quanto tempo, dentro do saudável. O que acontece é que muitas vezes as pessoas querem emagrecer mais do que o necessário e, nesses casos, eu não trato o paciente.
Como a gente descobre que tem que emagrecer?
Em minha opinião, você só deve se submeter a um regime quando isso prejudica a sua saúde ou quando você começa a perder as formas do corpo (neste momento, ele faz o formato do corpo violão com as mãos e diz “Você, por exemplo, é gordinha, mas tem um corpo lindo, não precisa emagrecer”. Obrigaaada, Seu Dukan, vou ali me acabar no quindim e já volto!). Enquanto isto não te incomoda de alguma forma, não precisa fazer regime.
Mas se eu quiser emagrecer, por que devo optar pela sua dieta?
Você pode passar a vida sem querer e, de repente, você tem um clique e uma vontade de emagrecer, mas essa motivação não dura muito tempo. Minha dieta não tem restrição de quantidade e dá resultados rápidos, já na primeira semana. Aí você não desiste. Isso é essencial, principalmente para quem está muito acima do peso.
Se uma pessoa fizesse a caminhada de 30 minutos diários, sem comer a mais, ela não emagreceria mesmo assim?
(Ele para… Faz contas…) Se ela caminhar 30 minutos por dia, em 10 dias ela terá gasto 1500 kcal. Em 100 dias, 15000, e em um ano 45.000 kcal. Ou seja, ela vai perder 5 quilos, a mesma coisa que ela perderia em 2 semanas do regime. Um ano é longo, 5 quilos não são nada para quem precisa perder 20 quilos, por exemplo. Quanto tempo ela teria que caminhar, sem pular nenhum dia e sem comer nada a mais?
Como é uma dieta que reduz muito o carboidrato, as pessoas não podem ficar prejudicadas na vida social e amorosa?
Os carboidratos impedem a gente de ser infeliz. Quando temos uma situação de stress ou dificuldade e consumimos o carboidrato, nos sentimos melhor. O stress é negativo e o carboidrato é positivo, então eles se anulam. Digamos que, dentre os meus pacientes, as pessoas que emagrecem têm uma recompensa muito maior que aquela que o açúcar dá. O fato de emagrecer deixa as mulheres muito mais felizes do que o açúcar deixaria.
Você não acha que uma dieta tão restritiva pode levar a pessoa a entrar em depressão ou anorexia?
A restrição aos carboidratos é durante um período muito curto. Ela pode ficar mais mal-humorada, mas depois da primeira semana os legumes já são reinseridos. Já a questão de anorexia e depressão, isso não vem do que você se alimenta, é uma questão psicológica, que o paciente teria de qualquer forma, com ou sem regime.
Depois da dieta, você não acha que comer vira um grande tabu?
O regime é estruturado nas duas primeiras fases e, mesmo que você tenha que perder muitos quilos, são fases relativamente curtas. Depois, nas duas últimas, é para você ir comendo naturalmente como todo mundo. Você come frutas, pão, queijo, massas e ainda pode se alimentar com duas refeições de gala por semana. Não tem frustração. Na última fase você come normalmente, como todo mundo, e não menos.
Se a pessoa se condicionasse a fazer só a última fase (sem o sofrimento das primeiras), ela não emagreceria?
As três regras (às quintas-feiras comer só proteínas, adicionar 3 colheres de farelo de aveia por dia e esquecer os elevadores) são para manter o que a pessoa perdeu e estabilizar no peso atual. Não funcionam para emagrecer.
Então ela não precisaria necessariamente abandonar o elevador, ela poderia fazer qualquer exercício?
Não, porque é parte de um ritual, subir as escadas é um reflexo de mudança na sua vida. Diante dessa escolha, subir de elevador já é perder. É para você não esquecer. A mesma coisa com a 5ª feira proteica, é uma vez por semana para você nunca perder o foco.
.
Bom, nossa conversa terminou por aqui, mas fui surpreendida de uma maneira muito boa pelo Dr. Dukan. Achei que discordaria totalmente dele, mas concordei em tudo. Acredito que não é necessário emagrecer, mas que se você precisa mesmo, é melhor que o resultado venha rápido. Lá no site dele, você pode fazer uma avaliação gratuita de quanto você precisaria emagrecer, o link é www.dietadukan.com.br. A última recomendação do doutor? Procure sempre um médico para te acompanhar e faça exames antes, durante e depois de mudar radicalmente sua alimentação. E, claro, não precisa emagrecer só para se encaixar em um padrão!
.
Quem gostou é só deixar um comentário...
Ótimo feriado de Páscoa... hehe
sábado, março 12, 2011
"Você me inspira"
{Diarinho mode on}: Aí ontem, enquanto David me levava para casa, comecei a me perguntar o que, em mim, faz com que eu seja especial pra ele. Afinal, eu penso nisso o tempo todo. Nas coisas que ele faz que me fazem pensar “Jura que tudo isso é pra mim?”. Aí perguntei pra ele, e entre outras respostas, ele me disse: “Você me inspira”.
Eu fiquei pensando no significado disso, e da palavra e do que ela é pra mim. Eu sou movida a inspirações. Só consigo gostar de pessoas que me inspiram de alguma maneira, por exemplo. Essas pessoas que tão no mundo a passeio, por exemplo, ou que não correm atrás do que querem, não consigo agüentar.
{Diarinho mode off}

Daí, vindo pra casa, comecei a teorizar sobre essa coisa de inspirar, né. E no mesmo dia, eu havia feito um exame, e o médico me pedia pra ‘inspirar’, repetidas vezes.
E quando a gente inspira, fisicamente, enchemos o pulmão de ar. Mas e aí, no outro sentido, o que acontece quando inspiramos alguém ou algo nos inspira? Para mim, a mesma coisa. Acabamos enchendo todo o nosso ser _e especialmente nossa mente_ de coisas novas, de ‘ar fresco’, e no caso, esse ‘ar fresco’ nada mais é do que aquilo que nos mantém vivos, no sentido figurado. Aquilo que faz a gente sorrir com o canto da boca, que faz a gente pensar o dia inteiro nisso, que nos faz ser uma pessoa melhor, que nos faz mudar uma ou outra coisa da nossa vida porque nos sentimos ‘inspirados’.

Eu fiquei pensando no significado disso, e da palavra e do que ela é pra mim. Eu sou movida a inspirações. Só consigo gostar de pessoas que me inspiram de alguma maneira, por exemplo. Essas pessoas que tão no mundo a passeio, por exemplo, ou que não correm atrás do que querem, não consigo agüentar.
{Diarinho mode off}
Daí, vindo pra casa, comecei a teorizar sobre essa coisa de inspirar, né. E no mesmo dia, eu havia feito um exame, e o médico me pedia pra ‘inspirar’, repetidas vezes.
E quando a gente inspira, fisicamente, enchemos o pulmão de ar. Mas e aí, no outro sentido, o que acontece quando inspiramos alguém ou algo nos inspira? Para mim, a mesma coisa. Acabamos enchendo todo o nosso ser _e especialmente nossa mente_ de coisas novas, de ‘ar fresco’, e no caso, esse ‘ar fresco’ nada mais é do que aquilo que nos mantém vivos, no sentido figurado. Aquilo que faz a gente sorrir com o canto da boca, que faz a gente pensar o dia inteiro nisso, que nos faz ser uma pessoa melhor, que nos faz mudar uma ou outra coisa da nossa vida porque nos sentimos ‘inspirados’.
Eu lembro muito bem de uma vez que alguém me disse que enjôo fácil das coisas, uma hora ou outra, perco o interesse e aquela pessoa (ou coisa) não é mais interessante pra mim. Por um curto tempo eu achei que era verdade, mas hoje eu vejo que não é a mudança ou o novo pelo novo que eu gosto. É essa coisa da inspiração.
É isso que a moda é para mim. Inspiração.
Tem gente que fala de ‘tendência’, ‘trend-to-watch’, ‘must-have’, ‘tá na moda’, mas para mim essas coisas não importam muito. O que faz com que a moda seja especial para mim é que ela me inspira.
Ver uma coleção cheia de emoção, como a última do Alexandre Herchcovitch (feminina), perceber toda aquela avalanche de sentimentos e todo aquele significado, me inspirou. Ou a coleção da Huis Clos, com a esperteza de materiais e a coisa fetichista, ou da Amapô, com toda a transgressão jovem e vontade de novo.
A moda me inspira quando eu vejo um editorial cheio de idéias e conceitos, que não precisam necessariamente serem novos, mas que de algum jeito, me faça pensar sobre aquilo, me dê idéias, ou simplesmente me deixe com o coração quente de ter visto algo que deixou meu dia mais bonito.
Mas além de desfiles e editoriais, textos inteligentes me inspiram muito. É um dos motivos pelos quais eu sou _e sempre vou ser!_ fã do Luigi e do André, que escreveram a maioria dos textos mais legais de moda que eu já li na minha vida. Aqueles textos que inspiram pra valer, que a cada parágrafo eu tenho que dar uma paradinha pra absorver tudo o que estou lendo, e fazer anotações mentais, e no final eu estou cheia de ar novo na alma que poderia até fazer aquele barulho de “ahhhhhh”.
Não sei se sou chata, mas acho a maioria dos textos de moda _tanto críticas quanto outros tipos_ bem chatos. Bem óbvios. Ou pior ainda, prepotentes. Ou fúteis. Ou os dois juntos, deus nos acuda (que é o que mais tem, vamos combinar).
Lembro de quando fiz minha entrevista de emprego com o André, pra trabalhar no FFW, e ele me perguntou porque eu gostava de moda. Não lembro exatamente o que respondi, mas no meio de tudo o que falei, disse que me sentia inspirada e que gostava de ver tantas coisas bonitas, e que me emocionava com aquilo.
Passado mais de um ano, a resposta seria a mesma. A moda (junto com o cinema, para mim) é a coisa que mais me inspira e me faz pensar e tentar entender esse mundo que a gente vive. E tenho isso na minha cabeça, que toda vez que vou escrever um texto, seja aqui ou para trabalho, eu preciso inspirar as pessoas. Trazer alguma coisa que faça um clique na cabeça, tipo “ah!”.
Meu professor de Teoria da Comunicação batia inúmeras vezes na tecla de que ‘informar’ é diferente de ‘comunicar’, e que nós tínhamos que comunicar, e que ‘comunicar’ de verdade é você mudar alguma coisa na pessoa com o que você está dizendo, mesmo que seja só acrescentando uma coisa nova que ela não tinha, tipo aquela informação que você falou. Pra mim é mais que comunicar, é inspirar. É diferente você ler um texto “fulano trouxe tons pastel, formas arredondadas e inspiração ano XO”, que tá só te dizendo uma coisa que você já tá vendo ali, do que um texto “fulano colocou sua inspiração XO nas bolinhas da coleção, que lembravam doenças do séc. IX, causadas por causa de não sei o que, e que tem relevância hoje em dia porque Y, X e Z”, que comunica, que traz uma coisa que, provavelmente, você não tinha pensado. Quando a gente faz isso, com um texto, uma foto, uma roupa, a gente tá provocando uma ‘mudança’ na mente, a gente tá mexendo com o senso comum que ela estava acostumada. Estamos dando um chacoalhão, sabe assim?
Quero sempre inspirar as pessoas que convivem comigo, as pessoas que lêem os meus textos, e quero sempre estar envolta de pessoas que me inspiram, e inspiram o resto do mundo também, e sempre pensando, e falando e fazendo coisas inspiradoras.
A vida é curta pra gente fazer uma coisa mais ou menos, estar com pessoas só pra não ficar sozinha, falar só por falar, deixar pra depois , dizer o que todo mundo já disse e, principalmente, fazer uma coisa que vai ser só mais uma. Se estamos aqui, vamos arrasar.
E inspirar ;)
Assinar:
Postagens (Atom)